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Desfile de 7 de Setembro ganha momento de inclusão e emoção em Cunha Porã

Colegas do Terceirão 33 surpreenderam a mãe de Carol ao ajudá-la a participar do desfile caminhando ao lado da turma; atitude emocionou quem acompanhava a programação; Veja:

09/09/2026 17:17

Carol - desfile -convertido
Foto: Liane Manorov Dietrich | Oeste SC Notícias

O desfile de 7 de Setembro em Cunha Porã foi marcado por um momento de inclusão e emoção. Durante a programação, os colegas do Terceirão 33, da EEB Professor Patrício João de Oliveira, ajudaram a colega Carol Scheguschevski a participar do desfile caminhando ao lado da turma. Carol sabia que faria parte do momento dessa maneira, mas a iniciativa foi mantida em segredo para a mãe, Joice Scheguschevski, que se emocionou ao ver a filha deixando a cadeira de rodas e seguindo pela avenida com o apoio dos amigos.

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Carol Schegoscheski tem Síndrome de Joubert e paralisia cerebral, condições que fazem com que apresente movimentos reduzidos e utilize cadeira de rodas para suas atividades. No desfile, porém, seus colegas decidiram que ela participaria de uma maneira diferente.

Foto: Arquivo pessoal / Reprodução

Sem que a mãe de Carol, Joice, soubesse, as colegas combinaram de ajudá-la a caminhar durante o percurso. Assim, em vez de desfilar na cadeira de rodas, Carol foi apoiada pelas amigas e percorreu a avenida ao lado da turma, dentro dos seus próprios limites e possibilidades.

A surpresa foi planejada em segredo e acabou emocionando não apenas a família, mas também as pessoas que acompanhavam o desfile.

“Foi uma surpresa até para a Joyce, mãe da Carol. Sem que ela soubesse, combinamos de levantar a Carol da cadeira e descer a avenida com ela, caminhando e pulando junto com a gente”, contou Kamila Zimmermann Müller, líder da turma.

Para Joice, o momento teve um significado que vai muito além do desfile.

“Fiquei imensamente emocionada. Quando vi a cadeira da Carol vazia e ela caminhando, senti uma emoção muito grande. Não consigo nem descrever. Quem conhece a Carol e vê a luta dela não imagina o que essa atitude representa”, relatou.

Segundo a mãe, a atitude dos colegas não é algo isolado. A turma convive diariamente com Carol e procura incluí-la nas diferentes atividades da escola.

“A Carol tem suas limitações, mas a turma dela sempre a integra em todas as atividades. As meninas da turma estão sempre com ela no dia a dia. As colegas são de longa data, e a Carol sempre está inserida por todos os colegas. Os meninos também ajudam na locomoção dela e auxiliam a segunda professora”, destacou Joice.

Para ela, essa convivência demonstra que a inclusão vai muito além de simplesmente garantir a presença de uma pessoa em determinado espaço.

“Inclusão não é apenas estar presente, mas demonstrar isso em diversos momentos. E a turma da Carol faz isso. Quero agradecer a todos os colegas dela, porque são todos muito especiais”, afirmou.

Um gesto que ensina

O momento vivido durante o desfile deixou uma mensagem que ultrapassa a avenida e a própria programação de 7 de Setembro.

A inclusão acontece quando as pessoas percebem as necessidades umas das outras, oferecem apoio e encontram maneiras de garantir que todos possam participar. No caso de Carol, seus colegas demonstraram que pequenas atitudes podem transformar um momento comum em uma lembrança para toda a vida.

Mais do que uma surpresa preparada para uma colega, o gesto do Terceirão 33 foi uma demonstração de amizade, respeito, empatia e pertencimento.

Em uma sociedade que ainda precisa avançar muito quando o assunto é inclusão, atitudes como essa mostram que o aprendizado também acontece fora da sala de aula — e que, muitas vezes, são os próprios jovens que nos ensinam importantes lições sobre como incluir, acolher e caminhar juntos.

Fonte: Liane Manorov Dietrich | Oeste SC Notícias

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