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Profissional da Saúde é mais uma vítima da Covid-19 em Cunha Porã

Na manhã desta quinta-feira (4) o município de Cunha Porã amanheceu enlutado com a perda de mais uma vítima para o coronavírus. Elisabete Vaz da Silva Vortmann, 55 anos, faleceu na UTI do Hospital Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, em decorrência da Covid-19. Ela possuía comorbidade - asma.

Elisabete trabalhou como técnica em Enfermagem na tarde do dia 22 de fevereiro na ala clínica do Hospital de Cunha Porã. Naquela mesma noite ela apresentou sintomas e no dia seguinte realizou teste positivando para Covid-19. Segundo informações da enfermeira coordenadora de Enfermagem da Fundação Hospitalar e Assistencial de Cunha Porã, Débora Rizzi, a profissional não teve contato com a ala de atendimentos do coronavírus, pois estava atuando em outra linha de atendimentos. Porém, acredita-se que Elisabete já estivesse com o vírus, e o quadro agravou-se.

No dia 28 de fevereiro, com o quadro agravado também em decorrência da asma, Elisabete precisou ser internada. No dia 2 de março precisou ser intubada, apresentando uma parada cardíaca, porém, reanimada pela equipe do Hospital de Cunha Porã. Conforme Débora, desde então vinha sendo pleiteada uma vaga em UTI, mas devido a ocupação máxima de leitos, a transferência só foi possível ao meio-dia de quarta-feira (3) para São Miguel do Oeste. Entretanto, Elisabete Vaz da Silva Vortmann não resistiu e veio à óbito.

Na manhã desta quinta-feira (5), sob muita emoção, profissionais da Fundação Hospitalar e Assistencial de Cunha Porã com apoio da Polícia Militar e dos Bombeiros prestaram uma homenagem à profissional em frente ao Hospital de Cunha Porã.

Atendimentos em número crescente

De acordo com a enfermeira coordenadora de Enfermagem da Fundação Hospitalar e Assistencial de Cunha Porã, Débora Rizzi, diariamente a demanda de atendimentos no Hospital tem sido bastante intensa. Além do Centro de Atendimento Covid, a entidade também atende pacientes com outros agravos.

Com relação ao coronavírus, Débora explica que os leitos disponíveis neste momento estão, quase que em sua totalidade, sendo ocupados por munícipes de Cunha Porã. Ainda há pacientes de outros municípios, mas em menor número. Além disso, muitos pacientes internados apresentam dificuldade de melhora do quadro, visto que a Covid-19 vem comprometendo de forma agressiva principalmente os pulmões, muitos necessitando de oxigênio e atenção maior. “Estamos fazendo o possível e o impossível para manter estes pacientes estáveis. Muitos precisam de UTI, mas como não há vagas, é uma batalha diariamente”, cita.

Conscientização é essencial

Com uma demanda de atendimentos muito elevada, Débora cita que um dos desafios é manter materiais em quantidade suficiente. “Até o momento estamos suprindo esta necessidade, principalmente com relação à oxigênio. A Secretaria de Saúde tem auxiliado na busca deste material. Além disso, os insumos e medicamentos também estão sendo controlados para que não falte. No entanto, a situação financeira é a que mais tem nos mobilizado para buscar apoio”.

Débora faz um apelo a toda população. “O vírus não está escolhendo pessoa e nem idade. Por isso, a orientação é para que todos se cuidem. Não sabemos até que ponto nossos profissionais vão aguentar, pois além do cansaço físico, ainda precisamos lidar com o emocional. Estamos dando o máximo de atenção às famílias, mas precisamos que as pessoas nos ajudem”, pontua a enfermeira coordenadora de Enfermagem da Fundação Hospitalar e Assistencial de Cunha Porã.

Fotos: Liane Dietrich | Oeste SC Notícias

 

 

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