Ministério da Agricultura confirma foco da doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina
Informação foi divulgada no início da tarde desta segunda-feira, pelo ministro da Agricultura; Entenda:
19/10/2026 14:08
O Ministério da Agricultura confirmou nesta segunda-feira (19/10) a identificação de um foco da Doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba (SC). A granja tem cerca de seis mil animais de corte.
O fluxo comercial das exportações de carne de aves segue sem interrupção até o momento. O governo reforçou a segurança no consumo dos produtos avícolas.
A ocorrência foi identificada a partir de uma coleta de amostras da vigilância ativa da equipe técnica da Pasta em 21 de setembro. Ou seja, não houve suspeita prévia. Os animais da granja não apresentaram sinais clínicos da doença.
O caso estava em investigação desde então e foi confirmado por testes realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) nesse domingo (18/10). O ministério considerou a detecção um resultado da atuação preventiva e do monitoramento epidemiológico.
Mais desta categoria
O caso mais recente da doença havia sido registrado em 17 de julho de 2024, em Anta Gorda (RS). O episódio foi controlado e considerado oficialmente encerrado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) 90 dias depois.
A Doença de Newcastle é uma doença viral contagiosa que afeta várias espécies de aves.
Consumo de carne é seguro
O ministro da Agricultura, André de Paula, ressaltou que o consumo de carne e de produtos de peru e outras aves é seguro para o ser humano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi informado sobre a situação e determinou que o caso seja tratado com “rigor e transparência”, disse ele.
“A primeira pessoa que dei ciência foi ao presidente Lula, ele pediu que fosse atualizando ele e pediu transparência e celeridade”, afirmou em coletiva de imprensa na sede da Pasta. O ministro também conversou com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. “Temos que estar todos unidos. Sou estreante nessa questão [sanitária], mas o presidente Lula não é. Temos muita confiança no trabalho feito aqui”, completou.
Como afeta as exportações
Até o momento, nenhum mercado importador de carne de aves foi fechado, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais substituto, Rafael Requião. O Ministério da Agricultura vai iniciar nesta segunda-feira a comunicação oficial com os mercados consumidores, com o apoio dos adidos agrícolas e do Itamaraty.
Em 2024, quando houve o caso mais recente da doença, o Brasil aplicou uma auto suspensão das vendas, inclusive para a China, principal comprador de carne de aves em geral. Desde lá, no entanto, alguns protocolos sanitários bilaterais foram atualizados para evitar a interrupção de fluxo comercial. A Pasta ainda não tem o levantamento detalhado de mercados potencialmente afetados.
“O primeiro esforço é transmitir aos principais parceiros as informações detalhadas, explicar aos consumidores em outros países o que aconteceu e que providências estão sendo tomadas para minimizar a interrupção”, disse Requião, na coletiva de imprensa. “Até o momento, ainda não temos nenhuma interrupção de comércio, estamos em contato com autoridades sanitárias de outros países para minimizar impacto”, completou.
A granja tem cerca de seis mil aves, que serão sacrificadas em breve. Não houve movimentação desses animais, ou seja, eles não saíram da granja desde o início do alojamento, o que reduz o risco de disseminação do vírus, segundo o secretário de Defesa Agropecuária substituto, Allan Alvarenga.
“Entendemos que trata-se de um caso bastante restrito. Não podemos afirmar categoricamente, mas não temos suspeita de ser evento em maior escala”, afirmou o secretário.
Fonte: globorural.globo.com